História do clube




Futbol Club Barcelona – História

O Futbol Club Barcelona é um clube espanhol da cidade de Barcelona, Espanha.

Os torcedores do clube são conhecidos como culers (ou culés, em espanhol). O Barcelona foi o primeiro clube espanhol a ganhar na mesma temporada o triplete, composto da Liga dos Campeões, da Copa do Rei e de La Liga. É um dos clubes com mais sócios no mundo - 163 mil - ficando ainda assim atrás do Sport Lisboa e Benfica, de Portugal. O Barcelona é uma das marcas mais conhecidas do planeta.

O Barcelona é fortemente identificado com a região catalã, da qual se proclamou como símbolo. Suas partidas são consideradas até como evento turístico para os forasteiros e rotineiramente locais de demonstração do nacionalismo - e separatismo - catalão. O depoimento um de seus mais famosos torcedores, o tenor Josep Carreras, convidado para cantar na festa de centenário do time, em 1999, exprime bem tal ideia: "Ser torcedor do Barça vai além do puramente esportivo. É o sentimento de raízes, de valores e de uma identidade de país: a Catalunha". Outras expressões icônicas locais são a faixa de capitão do time, que normalmente reproduz a bandeira da Catalunha, e o lema més que un club, adotado em 1968. Apesar disso, é o clube que mais cedeu jogadores à Seleção Espanhola de Futebol.

A cidade de Barcelona é um caso raro de metrópole com dois clubes de futebol não-equiparados: enquanto o Barça, como é também conhecido, soma vinte títulos na Liga Espanhola, vinte e cinco Copas do Rei, três Ligas dos Campeões e um Mundial de Clubes da FIFA, o outro time da cidade, o Espanyol, tem como títulos de expressão apenas quatro Copas do Rei. Tal desigualdade é um dos fatores que fazem os blaugranas sentirem maior rivalidade com um time de outra cidade, o Real Madrid, com quem divide a hegemonia no futebol espanhol. O sentimento é recíproco, com os blancos detestando mais ao Barcelona do que ao rival citadino, o Atlético de Madrid. A rivalidade entre Barça e Real é considerada uma das maiores do mundo.

O Barcelona, o seu arquirrival Real Madrid e o Athletic Bilbao são os únicos times espanhóis que jamais foram rebaixados à Segunda Divisão Espanhola. Por muito tempo também, o clube orgulhou-se de ser talvez o único time gigante no mundo a não utilizar logomarcas de patrocinadores em suas camisas de futebol; apenas em 2006 um logo passou a ser colocado na parte abdominal das blusas, e ainda assim demonstrando boas causas: o clube paga, ao invés de receber, para estampar o emblema da Unicef. A partir da temporada 2011/12, pelas dificuldades financeiras, a tradição vai dar lugar ao maior contrato de patrocínio da história do futebol, em que o Barça receberá 30 milhões de euros anualmente por cinco anos para exibir, juntamente com a da Unicef, a marca da Qatar Foundation.
Em 22 de outubro de 1899, Hans Gamper, ex-futebolista suíço, declarou seu desejo de formar um time de futebol em Barcelona e, através de um anúncio no jornal Los Deportes, obteve resposta, que resultou numa reunião no Gimnásio Solé, em 29 de novembro. Onze jogadores participaram: Walter Wild, Lluís d'Osso, Bartolomeu Terradas, Otto Kunzle, Otto Maier, Enric Ducal, Pere Cabot, Carles Pujol, Josep Llobetm John Parsons e William Parsons.


                                
                                                        (Time do Barcelona em 1903)

Dessa forma, nasceu o Foot-Ball Club Barcelona. O nome em inglês, devia-se ao fato do esporte ter sido criado na Inglaterra. As cores do clube (vermelho e azul), teriam sido inspiradas nas do Basel, equipe da qual Gamper fora capitão. O vermelho acabou substituído pelo grená, pelo fato do desenhista do escudo só ter essa cor à disposição.

Em 1902, o clube ganhou seu primeiro troféu, a Copa Macaya, e também disputou sua primeira final da Copa do Rey, perdendo de 2 a 1 para o Bizcaya.
Em 1908, Gamper se tornou presidente do clube pela primeira vez. Ele assumiu a presidência com a equipe à beira da falência, não tendo ganhado nada desde o Campeonato da Catalunha de 1905. Gamper venceu eleições para a presidente do clube em mais cinco ocasiões, entre 1908 e 1925 e ficou 25 anos presidindo. Uma de suas principais conquistas foi a ajuda para adquirir seu primeiro estádio.
Em 14 de março de 1909, a equipe se mudou para o Carrer Indústria, estádio com capacidade de 8.000 lugares. A arquitetura do estádio renderia um dos apelidos do time, culé, que derivaria da expressão cul, palavrão catalão para designar o ânus: a razão disso era o fato de que quem passava pelo estádio em dia de jogo só conseguia ver as nádegas dos torcedores sentados em muros das arquibancadas. No ano seguinte (1910), faturou sua primeira Copa do Rei.
Gamper também recrutou Jack Greenwell como gestor. Na década de 1910, o clube destacou-se pelo fortalecimento da rivalidade com o então Real Español, equipe criada com o escudo que mais tarde seria abraçado pelo Barça.
Barcelona e Español dividiam as conquistas do Campeonato Catalão, derivado da Copa Macaya, com os culés ganhando cinco no período, em 1913, 1916, 1919, 1920, e 1921, contra três do rival (1912, 1915, e 1918). Paralelamente o Barça ganhou também outras três Copas do Rei, em 1912, 1913 e 1920. Devido ao grande número de conquistas, o clube conseguia cada vez mais torcedores, forçando-o a arranjar outro estádio, mudando-se para Las Corts, que foi inaugurado em 1922, com capacidade para 22.000, depois ampliado para 30.000.
Em 14 de junho de 1925, em uma reação contra a ditadura de Primo de Rivera, a torcida vaiou o hino da Espanha. Como represália, o clube foi fechado por seis meses e Gamper foi forçado a renunciar à presidência.
Na década de 1920, o time ganhou oito das dez edições do Campeonato Catalão, quatro da Copa do Rei e também o primeiro Campeonato Espanhol realizado, o da temporada de 1928/29.
Na década de 1930, devido a um período de problemas financeiros e pessoais, Gamper suicidou-se. O clube entrou em período de declínio e enfrentou uma crise em três frentes: financeira, social (com o número de membros cainso constantemente), e desportivo, apesar da equipe ter ganhado o Campionat da Catalunya em 1930, 1931, 1932, 1934, 1936, e 1938, e as Copas do Rei em 1933, 1934 e 1939. Também nos anos 1930, chegaram os dois primeiros brasileiros a jogar no Barça, ambos vindos do Vasco da Gama e que não deram certo devido ao preconceito por serem negros: Fausto dos Santos e Jaguaré.
Em 1936, o presidente do Barça, Josep Sunyol, foi assassinado por nacionalistas durante a Guerra Civil Espanhola.
Após a Guerra Civil Espanhola, o vitorioso General Franco proibiu oficialmente manifestações culturais que não as castelhanas no país, vedação que se estendia ao uso da língua catalã. Devido a essas medidas, o nome do time foi alterado para Club de Fútbol Barcelona; e no símbolo, as quatro faixas vermelhas na parte superior, alusivas à bandeira da Catalunha, foram diminuídas para duas, para representar a bandeira da Espanha.
Durante essa época, um dos poucos lugares em que se podia falar catalão foi o estádio do Barça. Daí viria a associação cada vez maior do orgulho catalão com o Barcelona.
Entre o fim da Guerra Civil e 1953, a equipe ganhou cinco títulos espanhóis, tornando-se momentaneamente a maior vencedora da competição, e três Copas do Generalíssimo como ficou renomeada a Copa do Rei. Em 1949m também ganhou a primeira Copa Latina. Na época, a hegemonia no futebol era disputada com Valencia e Atletico de Madrid.
Desde 1950, o Barcelona já contava com o húngaro László Kubala, que, em 1999 foi votado como o maior jogador dos cem primeiros anos do clube. Em 1952, além da Liga Espanhola, outros quatro diferentes troféus: a Copa del Generalísimo, a Copa Latina, a Copa Eva Duarte e a Copa Martini Rossi. A conquista dupla da Liga e da Copa novamente viria na temporada seguinte.

Em 1953, o clube contratou o argentino Alfredo Di Stéfano, após uma exibição primorosa do jogador pelo Millonarios, time colombiano que, em excursão na Espanha, derrotara o Real Madrid por 4x2 em pleno Santiago Bernabéu. Mas a equipe da capital entrou na disputa: enquanto os blaugranas negociavam com o detentor legal do passe do argentino (River Plate), o Real negociou diretamente com o Millonarios. Di Stéfano jpa havia jogado três amistosos pelo Barcelona quando veio a solução dada pelo Ministério dos Esportes: o jogador faria temporadas alternadas por cada clube, começando pelo Real. O Barcelona não aceitou e deixou que Di Stéfano jogasse apenas pelo merengue, que vivia em decadência. A partir desse episódio, marcado como a “traição” de Di Stéfano, a rivalidade entre os dois clubes se iniciava.
Em 1958, o Barcelona ganhou seu peimeiro título continental, a Taça das Cidades com Feiras, precursora da atual UEFA Europa League. A temporada 1959/60 veria o time participando pela primeira vez da Copa dos Campeões (atual Champions League), como campeão espanhol.
Na temporada seguinte, o Barça classificou-se para a final da Copa dos Campeões vencendo o maior rival, e chegou à final como favorito contra o Benfica de Portugal. Em uma decisão conhecida como ‘la final de los postes’, em referência a quatro vezes que os ataques barcelonistas resultaram em bolas na trave no segundo tempo, quando a partida já estava 3x1 (terminaria em 3x2), de virada para o Benfica.
Depois disso, o clube ficaria em jejum de títulos por 14 anos e veria o rival superá-lo em conquistas no torneio em 1963, quando ganhou pela nona vez.
Em 1966 e 1971, o clube conquistou novamente a Copa das Feiras e em 1963 e 1968 a Copa do Generalísimo – neste an, foi com um 1x0 na final contra o Real Madrid em pleno Santiago Bernabéu.
A temporada 1973/1971 assistiu à chegada de uma lenda, Johan Cruijff. O jogador já era consagrado continentalmente por ter sido tricampeão seguido com o Ajax da Copa dos Campeões, o torneio que faltava ao Barça. Sua vinda causou escândalo: era a negociação mais cara do futebol até então, cinco milhões de florins, preço tão alto que o governo espanhol não aprovou a transferência. Cruijff só conseguiu ser levado porque foi registrado oficialmente como uma peça de máquina de agricultura.















(Johan Cruijff)


O impacto foi imediato: o craque em sua primeira temporada, levou o Barça a conquistar a Liga Espanhola, quebrando o jejum com direito a golear o Real por 5x0 no Bernabéu. Receberia sua terceira Bola de Ouro da France Football pelo feito. Durante a temporada, nasceria seu filho, e Cruijff aumentou ainda mais a idolatria em torno dele ao batizá-lo com o nome catalão do padroeiro da Catalunha, São Jorge: assim foi nomeado Jordi Cruijff.
Após uma primeira temporada de sonhos, as outras acabariam sendo estressantes para Cruijff. Ele chegaria a ter uma perna quebrada e deixaria o clube, aposentando-se momentaneamente, após a Copa do Rei em 1978, justamente o segundo troféu que conseguiria conquistar com o Barça. A conquista credenciou o Barcelona a disputar pela primeira vez a Recopa Européia, então o segundo torneio europeu em relevância, sendo campeão. O troféu marcou a despedida do ídolo Neeskens. Outro destaque a sair, um ano depois, foi o artilheiro austríaco Hans Krankl.
Josep Lluís Núñez foi eleito presidente do Barcelona em 1978. Seus principais objetivos foram estabelecer o clube como uma marca mundial e dar a estabilidade financeira. Em 1982, o clube ganhou outra Recopa e acertaria a contratação, pouco antes da copa do mundo daquele ano, de outro craque mundial: Diego Maradona. Na temporada seguinte, sob treinador de seu compatriota César Luis Menotti, Maradona levaria o Barça a uma inesquecível final de Copa do Rei, batendo o Real Madrid.
No entanto, a passagem de altos e baixos de Maradona acabaria curta, também em virtude de estresse e fratura na perna, saindo em 1984, além de má relação com a diretoria; sua saída foi decretada após ele ser suspenso por três meses no futebol espanhol devido à briga campal que provocara na final da Copa do Rei daquele ano, contra o Athletic Bilbao (que venceu por 1x0). Sem poder contar com ele, o clube aceitou a proposta da pequena cidade italiana do Napoli e o argentino, desgostoso com o que julgou como falta de esforço do Barcelona em defendê-lo no julgamento, acatou.


















(Diego Maradona)


Quem o substituiu como grande líder da equipe foi o alemão Bernd Schuster, no clube desde 1980. Justamente após a saída de Maradona, o Barça voltaria a conquistar La Liga, a primeira vez desde o título com Cruijff em 1974, sendo a primeira também desde a morte do detestado Franco. Sob o comando de Terry Venables, o time faturou a edição 1984/85.

Na temporada seguinte, a equipe chegou novamente à final da Copa dos Campeões, com talvez mais favoritismo do que tivera em 1960: o adversário tinha ainda menos prestígio, os romenos do Steaua Bucareste, que tentariam ser o primeiro time da Europa Comunista a faturar o torneio mais importante de clubes do continente. Para completar, a final seria na Espanha, em Sevilla. A partida, entretanto, acabaria em 0 x 0 e rumaria para os pênaltis. Mesmo com o goleiro Urruti defendendo os dois primeiros pênaltis adversários, nenhum jogador do Barcelona conseguiu acertar a sua cobrança e o título foi para a Romênia.

Jogadores bascos, como Urruti, ficariam cada vez mais comuns no clube, que já contava com José Ramón Alexanko. Na temporada seguinte, contrataria também Andoni Zubizarreta, além do artilheiro da recém-realizada Copa do Mundo de 1986, o inglês Gary Lineker. Lineker saiu-se muito bem na primeira temporada, marcando 21 gols em 41 jogos, chegando a fazer os três dos blaugranas em um 3 x 2 sobre o Real Madrid.


Os resultados, entretanto, não apareceram e, em 1988, após três títulos seguidos do Real Madrid na Liga, Venables iria embora, assim como o ídolo Schuster - este, para piorar, fora para o Real, após desentender-se com o presidente Núñez, que o usara politicamente em sua reeleição e não cumprira a promessa de aumentar o salário do alemão caso ganhasse. Os madridistas, com uma esquadra jovem conhecida como Quinta del Buitre,contando com Míchel, Emilio Butragueño e o goleador Hugo Sánchez, ganhariam mais duas vezes seguidas o campeonato, em uma das piores décadas do Barça.

Cruijff voltara ao Barcelona em 1988, após conquistar a Recopa Europeia treinando o Ajax. Outros bascos chegaram sob seu comando: Txiki Begiristain, Ion Andoni Goikoetxea, José Mari Bakero, Julio Salinas e Julen Lopetegi. Cruijff também contrataria Michael Laudrup, Ronald Koeman e Hristo Stoichkov. Quem saiu foi Lineker, em 1989, aborrecido pela sua não-titularidade em função da insistência de Cruijff em utilizá-lo na meia-esquerda, posicionamento em que ele não rendia tão bem. O primeiro troféu do novo treinador veio já em sua primeira temporada, faturando individualmente sua segunda Recopa seguida naquele 1989. Em 1990, seria a vez da Copa do Rei

A Liga Espanhola finalmente voltou para o Camp Nou em 1991 e três seriam vencidas em sequência. Em 1992, o clube finalmente conseguira o título tão desejado da Copa dos Campeões, batendo a Sampdoria na final. Contra a equipe italiana, que também usa azul, o Barça jogou todo de laranja. Mas, na hora de erguer o troféu, o elenco usou por cima o tradicional manto blaugrana. A partir do ano seguinte, o clube passou a contar também com Romário, que Cruijff vira em seu país natal atuando pelo PSV Eindhoven. O Baixinho viveu seu auge no Barça, sendo eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA quando esteve no clube, inclusive ofuscando seus companheiros. Além disso, foi também o primeiro brasileiro a fazer sucesso por lá desde Evaristo: no período, o time contratara seis jogadores do país, entre eles Marinho Peres e Roberto Dinamite, todos sem êxito.

Cruijff seguiu no Barcelona até 1996, ficando oito anos no cargo, sendo quem por mais tempo treinou o clube, somando onze troféus. Os campeonatos espanhóis conquistados sob seu comando (quatro) foram o dobro dos vencidos pela equipe entre 1960 e 1988, quando ele chegou. Sua equipe-base, particularmente a tetracampeã espanhola em 1994 - Andoni Zubizarreta, Albert Ferrer, Ronald Koeman, Miguel Ángel Nadal, Sergi Barjuan, Josep Guardiola, Guillermo Amor (atleta que mais conquistou títulos pelo clube), José Mari Bakero, Michael Laudrup, Hristo Stoichkov e Romário - foi bastante acompanhada por espectadores do mundo inteiro. Muitos deles começariam a torcer pelo Barcelona ali.





















(Josep Guardiola) 

Entretanto, o ambiente ficara estremecido ainda em 1994: a equipe teve a chance de ser bi na Liga dos Campeões da UEFA (denominação adotada em 1993 para a antiga Copa dos Campeões) e chegou favorita à final contra o Milan, mas perdeu por 4 x 0. Foi também o último ano em que o time foi campeão espanhol. Desde então, desentendimentos com Romário e Stoichkov, também donos de personalidades fortes, ficaram mais frequentes para Cruijff, que afastou ambos do time. O Baixinho, por suas constantes idas ao Brasil, seria vendido ao Flamengo ainda em meio à temporada 1994/95; o búlgaro saiu em virtude também de um desacordo salarial com o presidente Núñez. Outro a não se entender com Cruijff foi o romeno e ex-Real Madrid Gheorghe Hagi, que, contratado após sua bela Copa do Mundo de 1994, não rendeu o esperado após ser exigido por Cruijff a prezar marcação defensiva. 






Hagi saiu em 1996, um ano após Laudrup, que repetiu Evaristo e Schuster ao ir para o Real Madrid. O dinamarquês, que participara de um 5 x 0 imposto pelo Barça sobre o Real em 1994, inspiraria o rival a devolver a mesma goleada sobre o Barcelona em 1995. Sua ida, uma reação do Real ao sucesso do Barça, foi provavelmente motivada pela insatisfação de ter sido deixado de fora da decisão europeia - Cruijff preferira preencher a vaga de três estrangeiros na final com Romário, Koeman e Stoichkov.


Cruijff, entretanto, plantara no Barça a filosofia que depois caracterizaria o clube e que ele já fizera no Ajax, a valorização das categorias de base. O clube seguiria a receita mesmo após a saída do treinador, e hoje sua academia conta com doze equipes, cada uma com até 24 jogadores. A maioria dos técnicos são licenciados pela UEFA para dirigir as categorias inferiores do Barça, consideradas as maiores produtoras de jogadores de alto nível, chegando a levar até 15 anos para formar um atleta.

Josep Guardiola, Albert Ferrer, Carles Busquets, Thomas Christiansen e Sergi Barjuan, além de seu filho Jordi, foram todos garotos levados diretamente por Cruijff ao time principal. Guardiola sintetizou a ideologia de seu ex-treinador, seguida até hoje pelo clube:


"os jogadores têm de pensar rápido e jogar com inteligência, sempre sabendo qual será o próximo passe (…). É assim que aprendemos a jogar e que o público espera que joguemos: de forma atraente, mas sem perder a eficiência (…). Cruijff (…) nos ensinou a jogar movimentando a bola rapidamente. Ele só usava jogadores de grande técnica. Quando procuramos por jogadores, ainda queremos essas qualidades".

Cruijff foi brevemente substituído por Bobby Robson, que tomaram a cargo do clube para uma única temporada em 1996/97. Ele recrutou Ronaldo, outro promissor brasileiro a chegar do PSV Eindhoven. Na Catalunha, o jovem virou El Fenómeno e teve uma temporada arrasadora, em que marcou 34 gols apenas no Campeonato Espanhol, justamente o título que faltou - naquela temporada, o Barça ganhou a Copa do Rei, a Supercopa da Espanha e a Recopa Europeia (com gol dele na decisão contra o Paris Saint-Germain). O brasileiro, assim como Maradona e Romário, acabaria tendo uma passagem marcante e fugaz: após Núñez recusar-se a aumentar seu salário, como também fizera com Schuster e Stoichkov, os empresários do jogador o venderam à Internazionale, que já o desejava anteriormente.

Quem ocupou o espaço deixado por Ronaldo foram novos heróis: seus compatriotas Giovanni (que chegara à equipe meses antes do Fenômeno) e Rivaldo, o português Luís Figo e o espanhol Luis Enrique, que superara a desconfiança inicial dos culés por ter vindo do Real Madrid. O treinador era outro neerlandês, Louis van Gall. Após quatro anos de espera, a Liga Espanhola foi novamente conquistada. A temporada que marcaria o centenário do clube, a de 1998/99, contou com o reforço de uma revelação na Copa do Mundo de 1998, Patrick Kluivert. A partida que celebrou a comemoração de 100 anos da fundação foi jogada contra nada menos que a Seleção Brasileira, em 28 de abril. O jogo festivo terminou em 2 x 2, marcando também um reencontro da torcida com os ídolos Ronaldo e Romário, que jogaram pelo Brasil, bem como os atletas do clube Rivaldo e Giovanni.


O título espanhol foi conquistado e Rivaldo, premiado com a Bola de Ouro e o Melhor do Mundo da FIFA. Todavia, um mesmo incômodo tido quarenta nos antes novamente rondava: o clube não se saía bem na Liga dos Campeões e veria o rival Real Madrid voltar a faturá-la, em 1998 e 2000. Neste ano o Barça perdeu o campeonato espanhol. Van Gaal, contestado pela crescente colônia de compatriotas que formara na equipe - Michael Reiziger, Winston Bogarde, Marc Overmars, Frank de Boer, Ronald de Boer, Phillip Cocu, Ruud Hesp e Boudewijn Zenden, além de Kluivert e de Jari Litmanen, finlandês que treinara no Ajax -, acabaria deixando o time, e Núñez, a presidência.




As partidas dos dois foram nada comparada com a de Luís Figo. Capitão do elenco e jogador mais popular da torcida, que o tinha como símbolo, foi comprado pelo Real Madrid de Florentino Pérez para a temporada 2000/01, no que foi um verdadeiro choque para todo o mundo, especialmente para o clube. O recém-eleito presidente Joan Gaspart jamais superaria o trauma. Figo sentiria na pele o ódio que criou na Catalunha: em um de seus retornos ao Camp Nou, atuando pelo Real em um El Clásico, foi recepcionado em campo com uma chuva de objetos que incluíam correntes de bicicleta, bolas de golfe, garrafas de vidro, celulares, chaves de fenda e os mais macabros - as cabeças de um galo e de um porco assado.



Por três anos, o Barça voltou a viver um declínio, notado tanto no elenco remanescente quanto nas novas contratações do período, como Simão Sabrosa, Javier Saviola, Geovanni, Fábio Rochemback, Philippe Christanval, Patrik Andersson, Francesco Coco, Gaizka Mendieta, Juan Román Riquelme e Juan Pablo Sorín. Já os merengues atraíam títulos e mídia com as contratações chamadas "galáticas", sendo nesse interím duas vezes campeão espanhol além de ganhar, em 2002, novamente a Liga dos Campeões, inspirado por um dos astros comprados, o francês Zinédine Zidane - para piorar, o arquirrival passou à final eliminando o Barça nas semifinais, com um empate em 1 x 1 em Madrid precedido por um 2 x 0 em pleno Camp Nou.

Outro galático foi o ex-ídolo Ronaldo, que veio meses depois, após grande Copa do Mundo de 2002. Rivaldo deixara o clube rumo ao Milan pouco antes, insatisfeito com a volta do desafeto Van Gaal. A temporada 2002/03 terminou péssima, com Van Gaal sendo demitido em seu decorrer, sem a classificação para a Liga dos Campeões - a equipe teria de contentar-se em disputar a Copa da UEFA na seguinte.

Paralelamente, foi a contratação de um terceiro galático, David Beckham, ao fim do esquecível 2002/03, que acordaria o Barcelona. Tudo porque o jogador era uma promessa de campanha do novo presidente, Joan Laporta, que, sem o inglês, partiu para o plano B: Ronaldinho Gaúcho.

Embora tivesse melhores propostas do próprio Real Madrid e do Manchester United, Ronaldinho escolheu Barcelona, onde poderia atuar sob menos pressão e ser o único astro. Junto com ele veio um novo treinador, Frank Rijkaard, indicado por seu compatriota Cruijff. Rijkaard viera para substituir o sérvio Radomir Antić, por sua vez contratado para substituir Van Gaal.

Ronaldinho demoraria a engrenar em sua primeira temporada devido a contusões; no primeiro turno, o time termina apenas em sétimo, com Rijkaard ameaçado de demissão. A reação viria na metade da Liga Espanhola, em que ele conduziu uma grande reação do Barça a um segundo lugar - o título ficou com o Valencia. Ofuscou até os outros reforços da temporada, que, à exceção do mexicano Rafael Márquez, não vingariam no clube: o meia português Ricardo Quaresma, o goleiro turco Rüştü Reçber e o neerlandês Edgar Davids. Ao fim da temporada, o elenco renovou-se, marcando-se a saída da maior parte dos neerlandeses - além do próprio Davids, Kluivert, Cocu, Reiziger, e Overmars, sobrando o técnico Rijkaard e Giovanni van Bronckhorst. Outro a sair foi o ídolo Luis Enrique, que se aposentou.








A boa fase de Ronaldinho se manteve em 2004, com ele recebendo pela primeira vez o prêmio de melhor do mundo. Com uma colônia brasileira, composta ainda por Thiago Motta, Edmílson, Belletti, Sylvinho e o naturalizado português Deco, Ronaldinho liderou um time bem entrosado em dois títulos espanhóis seguidos, em 2005 e 2006. Motta era cria do clube, onde debutara profissionalmente em 2001. Edmílson viera credenciado com sua participação em três títulos franceses seguidos do Lyon, os primeiros da equipe; Belletti e Sylvinho, por destacadas participações nos espanhóis Villarreal e Celta Vigo, respectivamente; Deco, por ser o comandante do Porto, surpreendente campeão da Liga dos Campeões de 2003/04.

Em meio ao chamado Samba Team, destacou-se também a dupla ofensiva que Ronaldinho fazia com o camaronês Samuel Eto'o (astro do Real Mallorca, mas até então pertencente ao rival Real Madrid), completados pelo sueco Henrik Larsson e o francês Ludovic Giuly (destaque do Monaco vice-campeão da Liga dos Campeões), todos contratados naquela temporada, além dos espanhóis pratas-da-casa Xavi Hernández e o jovem Andrés Iniesta. Mais jovem ainda era a promessa argentina Lionel Messi, outro a vir das bases do clube.

O auge chegou na segunda temporada, em que o Barcelona, em sua campanha campeã da Liga Espanhola, bateu por 3 x 0 o Real em pleno Bernabéu. Ronaldinho teve um desempenho tão impressionante que, tão-logo após marcar o terceiro gol em jogada individual na área adversária (semelhantemente ao segundo gol, também de sua autoria), foi aplaudido de pé pela torcida merengue. Na Liga dos Campeões da UEFA, o time chegou novamente à final após doze anos, batendo o Arsenal de virada por 2 x 1, com bastante torcida contra na decisão em Paris - o clube inglês era repleto de franceses, dentre eles Thierry Henry, além disso, Ronaldinho não teve passagem tão boa no clube da cidade, o Paris Saint-Germain.

Porém, a apagada atuação do astro na final (os gols foram marcados por Samuel Eto'o e o inesperado Belletti, em jogadas decisivas de Henrik Larsson) acabaria sendo um prenúncio de novo tempo de vacas magras. Após impressão péssima deixada na Copa do Mundo de 2006, Ronaldinho não conseguiu repetir com regularidade a fase assustadora de antes. A má fase incluiu uma surpreendente derrota no mundial de clubes da FIFA em 2006, para um rival pessoal do craque, que começara a carreira no Grêmio: o Internacional. A temporada se seguiu com o Barcelona, líder no Espanhol, acabar perdendo o título para o Real Madrid devido ao confronto direto (os dois times empataram em número de pontos,76 cada. Porém, o Real Madrid ganhou no Santiago Bernabeu por 2 x 0 e empatou por 3 x 3 no Camp Nou). Ronaldinho, cada vez mais cedia sua posição de destaque para Messi.

A temporada 2007/2008, apesar da bombástica contratação do francês Thierry Henry, desejado pelo clube desde a anterior, foi uma repetição desta: um Barcelona apagadamente terceiro lugar no campeonato espanhol, com Real Madrid mais uma vez campeão. Na Liga dos Campeões, conseguiram alcançar as semi-finais, porém foram eliminados pelo futuro campeão Manchester United. Ronaldinho, Deco e Rijkaard não sobreviveram e acabaram deixando o clube pela porta dos fundos (Ronaldinho e Deco caíram em auto-complacência depois da temporada 2005/2006 e Rijkaard foi apontado como responsável por permitir que este comportamento dos brasileiros causasse desavenças no plantel).

A falta de conquistas quase custou o cargo de Joan Laporta na pré-temporada de 2008-09. Com o dinheiro das vendas dos inoperantes Ronaldinho, Deco, Lilian Thuram, Oleguer, Edmilson, Gianluca Zambrotta e Giovani dos Santos, o elenco foi renovado. A pedido do novo treinador, o ídolo Josep Guardiola, €90 milhões foram gastos nas contratações de Alyaksandar Hleb, Daniel Alves, Gerard Piqué (cria do Barça que estava no Manchester United), Martín Cáceres e Seydou Keita. Os reforços, particularmente Daniel Alves e Piqué, somaram-se à base dos anos anteriores: Xavi, Andrés Iniesta, Víctor Valdés, Carles Puyol, Rafael Márquez, Samuel Eto'o, o mais aprimorado Lionel Messi e o meteórico Bojan Krkić, mostrando a grande utilização por parte de Pepe Guardiola da chamada "La Masia", a academia de jovens jogadores do Barcelona.





(Lionel Messi, o gênio argentino formado na base do Barça, melhor do mundo 2008/09, após ganhar 6 títulos pelo time somente em uma temporada. Foi a primeira vez que um clube venceu todos os torneios disputados em uma única temporada.)

Em 17 de janeiro de 2009, Barça definiu o registro para acumulando os pontos mais altos total para a primeira metade de uma temporada na La Liga, alcançando 50 pontos fora de um eventual 57, com 16 vitórias, 2 empates e apenas 1 derrota, contra o Numancia no primeiro jogo da temporada (e vencendo o primeiro El Clasico da temporada contra o Real Madrid, 2x0 no Camp Nou). O clube também chegou a Copa do Rei final pela primeira vez desde 1998. Seis dias depois, em 23 de janeiro, a IFFHS classificou o Barcelona em primeiro lugar em sua lista dos maiores clubes de futebol dos últimos 18 anos. O ranking foi determinado tendo em conta todos os resultados dos campeonatos nacionais, a taça competições nacionais, o clube das competições seis confederações continentais e da FIFA.

Em 14 de abril, o Barcelona estava qualificado para as semifinais da Liga dos Campeões pelo segundo ano consecutivo após derrotar Bayern Munique por 5-1 no agregado dos dois jogos e enfrentaram o Chelsea nas semifinais. Sua primeira etapa contra o Chelsea resultou em um empate sem golos em casa. Após o jogo, enfrentou Real Madrid, em um El Clásico vencido por humilhantes 6 x 2. Imediatamente após a vitória histórica sobre os seus maiores rivais, o Barcelona jogou contra o Chelsea na segunda etapa das semifinais da Liga dos Campeões. O Chelsea levou o jogo em Stamford Bridge 1 x 0 desde o início da partida, quando Iniesta marcou o gol do empate classificador aos 48 minutos do segund tempo. As duas saborosíssimas vitórias não passariam despercebidas nas maternidades de Barcelona nove meses depois, onde notou-se um aumento da média de partos por dia. O "fenômeno" receberia o nome de "geração Iniesta", em alusão ao autor do dramático gol contra o Chelsea.
Em 13 de maio, o Barcelona venceu o Athletic Bilbao 4-1 no estádo Mestalla para ganhar a Copa do Rei. Após alguns dias, o Barcelona confirmou o já esperado título da La Liga. O clube tinha então a oportunidade de ser o primeiro da Espanha a conquistar a tríplice coroa: vencer o campeonato e copa nacionais e o torneio interclubes europeu mais importante em uma mesma temporada. O que foi conseguido duas semanas depois, no dia 27 de maio, em que o Barcelona derrotou o Manchester United, no Olímpico de Roma, com um 2 x 0 selado pela nova estrela do time, Messi. A partida também marcou a saída do ídolo Eto'o, que possuía problemas de relacionamento com o técnico Pep Guardiola. Ele foi cedido à Internazionale em uma troca que envolveu o astro da equipe italiana, o sueco Zlatan Ibrahimović.

Em 19 de dezembro, em seu ano mais vitorioso, o Barcelona conseguiu o título que lhe faltava, o mundial de clubes da FIFA: após ser derrotado pelas equipes brasileiras do São Paulo em 1992 e do Internacional em 2006, bateram de virada, na prorrogação, os argentinos do Estudiantes. Lionel Messi, autor do gol da vitória, acabaria eleito dois dias depois o melhor jogador do mundo pela FIFA no ano.

A temporada 2009/2010 foi marcada pela grande disputa com o Real Madrid pelo título da Liga Espanhola (com o Barça conquistando o título apenas na última rodada e somando impressionantes 99 pontos, além de vencer os dois clássicos contra o grande rival, 1x0 no Camp Nou e 2x0 no Santiago Bernabeu), a incrível ascensão de Pedro (outro jogador "Made in La Masia"), Messi tornando-se ainda mais goleador (devido ao fracasso de Ibrahimovic em cumprir essa função) e pela segunda temporada seguida jogando mais de 50 jogos sem sofrer contusões, os problemas fisicos de Andrés Iniesta (desde o jogo contra o Chelsea em 2008/2009) e Xavi cada vez mais líder do time no meio-campo. Na copa do Rei, foi eliminado pelo Sevilla, o primeiro sinal de que o plantel não suportaria a carga de jogos e a incrível perseguição do Real Madrid na Liga.

Na Liga dos Campeões, demonstrou grande força ao chegar às semifinais. Porém, foram eliminados mais uma vez pelo futuro campeão da competição, desta vez a Inter de Milão (cujo técnico era ninguém menos que José Mourinho, atual técnico do Real Madrid). As contusões de Iniesta e o curto plantel para esta temporada (obrigando Xavi e Messi a jogarem sem descanso) fizeram o Barça sucumbir nesta competição. Ainda assim, o clube forneceu sete jogadores à Seleção Espanhola de Futebol que seria campeã, pela primeira vez, na Copa do Mundo de 2010, sendo que todos vieram das categorias de base blaugranas: Carles Puyol, Andrés Iniesta (autores dos gols decisivos, na semifinal e na final, respectivamente), Xavi e Gerard Piqué foram titulares, sendo campeões juntamente com Víctor Valdés, Sergio Busquets e Pedro (os dois últimos, revelações da temporada anterior). Também saídos das canteras do clube, Cesc Fàbregas e Pepe Reina foram outros campeões da Furia. Outro campeão culé foi o artilheiro David Villa, negociado junto ao Valencia logo antes do início do torneio.

Ao final da temporada, ocorreram as eleições para Presidente do Clube. Sandro Rosell (vice de Laporta até 2005) foi eleito para um mandato de 6 anos com 61,35% dos votos (com participação de 57088 sócios do Clube, recorde histórico). Ele foi seguido por 14,09% de Agustí Benedito, 12,29% de Marc Ingla e 10,80% de Jaume Ferrer, o candidato indicado por Joan Laporta. Um claro sinal de que resultados incríveis dentro de campo não justificam ou apagam atitudes equivocadas do agora ex-presidente (como a espionagem de futuros adversários políticos, acordos comerciais no Uzebequistão, uma ditadura, o que vai contra os valores democráticos do Barcelona e o aumento excessivo dos gastos do Clube). Sócios do Clube conseguiram acesso à auditoria que comprovava tais problemas.

Após doze rodadas do Campeonato Espanhol e vivos na Copa do Rei e Uefa Champions League, o Barcelona finalmente enfrentou o Real Madrid. Após uma semana tensa, devido às pressões dos principais jornais de Madrid (que declaravam mais uma vez o fim da superioridade culé na Espanha, desta vez com a chegada de José Mourinho aos merengues), o Barcelona repetiu o Dream Team de 1994 e humilhou o rival com um 5 x 0. Passado uma semana, o Barcelona fez outra vez história: os três finalistas ao prêmio de melhor do mundo são jogadores do clube: Xavi, Iniesta e Messi.


Escudo

O escudo do Barcelona está na forma de "panela" três-quartos. Nas duas peças acima do pavilhão do Barcelona estão a Cruz de São Jorge (padroeiro da Catalunha), referente à bandeira da cidade; e, ao lado, referência à outra bandeira, da Catalunha, região da Espanha da qual a cidade de Barcelona é capital. Na parte inferior aparece uma bola sobre as cores azul e grená do clube. Entre os quartos superiores e inferiores se reproduz, em siglas, o nome do clube (F.C.B.). No tempo da ditadura de Francisco Franco, que fazia opressão oficial às etnias não-espanholas do país, como a catalã, as listras vermelhas do canto superior direito eram apenas duas, para a referência dessa parte do distintivo ser à bandeira espanhola.

Existem duas versões sobre as origens do escudo do clube. A primeira versão conta que em 1900, um ano após o clube ser fundado, houve uma reunião para decidir o escudo (até então, o Barcelona havia utilizado o escudo da cidade). Parece que não houve acordo sobre a forma e o conteúdo do escudo e em um momento da reunião o secretário, Luis d'Osso, visivelmente irritado, disse que "essa é uma panela", que deu a ideia de propor a Hans Gamper escudo em forma de "panela".

A outra versão afirma que Gamper, de origem suíça, baseou-se em alguns escudos de equipes de seu país quando propôs a famosa "panela".



Abaixo, acompanhe a evolução do escudo do Barça, que já teve 10 versões:





Cores

As cores do distintivo do Barcelona são o azul e grená. Existem diversas teorias sobre as causas que levaram à fundação do clube para escolher essas cores.

A versão estendida que foi o Hans Gamper fundou o clube, que escolheu as cores. Com efeito, verifica-se que no primeiro jogo de futebol Gamper ao lugar na cidade antes da fundação do clube, e usava aquelas cores. Sempre defendeu que Gamper escolheu estas cores porque identificou a FC Basel, a equipe suíça, crê-se que Gamper tinha jogado antes de chegar a Barcelona. Além disso, especula a possibilidade de que Gamper escolheu estas cores porque elas são o escudo do cantão suíço de Ticino, mas a única relação que Gamper Cantão foi a de que sua irmã Rosa viveu lá.

Outra versão afirma que as cores foram propostos por Otto Maier, um dos fundadores do clube, em honra das cores do escudo da população alemã de Heidenheim, sua cidade natal.


Uniforme

O uniforme n° 1 do Barcelona é tradicionalmente nas cores vermelho e azul. A camisa tem listras verticais e o calção e as meias sofrem variações de cores durante as temporadas. A cor original do calção é a branca, mas depois foi para o preto e mais tarde para o azul, que foi utilizado por vários anos. Na temporada 2005-06 foi utilizado pela primeira vez o calção vermelho, e a cor se repetiu no calção da atual temporada, 2010-11. As meias eram originalmente pretas, depois se tornaram azuis. Nas últimas temporadas as meias apresentam listras horizontais em azul e vermelho.

Já o 2° uniforme não apresenta características tradicionais, sofre grandes variações de cores e designs de temporada para temporada. Na temporada atual, a camisa é verde, com uma faixa horizontal em azul e vermelho no peitoral. O calção é azul-marinho e as meias também são verdes. O 3° uniforme geralmente é o 2° uniforme da temporada anterior.

Uniformes dos goleiros

  • Camisa preta, calção e meias pretas;
  • Camisa amarela, calção preto e meias amarelas;
  • Camisa verde, calção preto e meias verdes.
  • Camisa cinza, calção e meias cinzas.

Uniformes de treino

  • Camisa vermelha, calção e meias vermelhas;
  • Camisa azul, calção e meias azuis;
  • Camisa grená, calção e meias grenás;
  • Camisa amarela, calção e meias amarelas.


Estádio

O estádio do Barcelona é o Camp Nou, propriedade do clube. Inaugurado em 1957, tem uma capacidade de 98.772 espectadores, todos sentados. É um dos quatro estádios considerados como "Cinco Estrelas" pela UEFA na Espanha, que lhe permite acolher as finais da Liga dos Campeões, Taça UEFA e Supercopa Européia, como aconteceu em 15 ocasiões. Está no bairro de Les Corts em Barcelona, juntamente com outras propriedades clube, tais como o Mini Estadi (B estádio do Barcelona) e do Palau Blaugrana, o estádio basquete equipe. Nas instalações do Camp Nou está o Museu de Barcelona, o museu mais visitado na Catalunha.

Antes do Camp Nou, Barcelona teve duas fases. Entre 1909 e 1922 ele jogou em um campo da Indústria de Barcelona, comumente chamada de A Escopidora. Entre 1922 e 1957, as partes contestaram a Les Corts Camp aberta para acomodar 30.000 espectadores, e acabou tendo uma capacidade de 60.000 pessoas. Uma das versões sobre a etimologia da palavra "Culès" vem a partir deste estádio, como pode ser visto a partir da versão actual permitida fora dos fãs.

A expensas do município zoneamento permite, temos plano de remodelação do estádio será iniciada na última terça de 2008 ea conclusão está prevista até 2012. O arquiteto foi atribuído o britânico Norman Foster, que ganhou após um concurso em que só se tornou dez projectos finalistas. Sir Norman Foster disse ter Gaudi inspirou para criar a nova pele que envolve o estádio. O presidente da Barcelona e do Colégio de Arquitetos da Catalunha foram os jurados para escolher o vencedor.

A remodelação é baseado na actualização de um estádio que tem mais de 50 anos e criar uma capa para proteger espectadores contra a chuva e o sol. Os principais requisitos são para causar o mínimo transtorno aos assinantes, que era compatível com a remodelação desporto competitivo e que Ciner um determinado orçamento. Ea criação de um design atraente, moderno e funcional.





El Clasico

Muitas vezes existe uma feroz rivalidade entre as duas equipes mais fortes em um campeonato nacional, e este é particularmente o caso da La Liga, onde o jogo entre Barça e Real Madrid é conhecido como El Clásico. Desde o início, os clubes foram vistos como representantes de duas regiões rivais na Espanha: Catalunha e Castela, assim como das duas cidades. Mais do que meramente esportiva, a rivalidade tem forte teor político, uma vez que o Barcelona proclama-se como defensor do nacionalismo catalão, não raro a nível de separatismo.

O sentimento anti-Madrid ganhou força nas ditaduras de Primo de Rivera e, especialmente, na de Francisco Franco, em que as culturas regionais foram abertamente reprimidas, o que incluía na proibição do uso de qualquer língua que não a castelhana, oficialmente considerada a língua espanhola. 

Simbolizando o desejo de liberdade dos catalães, o Barcelona se declarou como més que un club ("mais que um clube") para a sua região. De acordo com Manuel Vázquez Montalbán, "a melhor maneira dos catalães em demonstrar sua identidade foi apoiando o Barça. Foi menos arriscado do que reunir um movimento clandestino anti-Franco e permitiu-lhes expressar as suas dissidências". Os estádios do Barcelona tornaram-se refúgio até para conversas em catalão, além de outros protestos contra o governo.

O Real Madrid, por sua vez, passou a ser visto como a personificação do governo franquista e do centralismo opressor de seu regime ditatorial, muito por conta do "Generalíssimo" aproveitar-se do sucesso dos blancos na Europa nos anos cinquenta para uso político, uma vez que a Espanha era vista com antipatia devido ao regime fascista que a governava. Ainda assim, foi só no meio da década de 1950 que a rivalidade realmente agravou-se, em torno da contestada contratação de Alfredo di Stéfano pelo Real.

A equipe da capital logo ganhou força, passando a disputar os títulos nacionais com os blaugranas e, mais do que isso, fazendo sucesso na recém-criada Copa dos Campeões da UEFA, faturando as cinco primeiras edições do torneio, que o Barça só venceria em 1992. Com o sucesso do Real, Franco não demorou a declarar-se torcedor do time, e a proximidade do presidente merengue Santiago Bernabéu com o governante foi notória. Por outro lado, o ditadura franquista esteve próxima do Barcelona nos anos 1940, quando o presidente do time era escolhido pelo governo. Além disso, Franco seria simpático ao catalanismo do Barcelona, uma vez que preferiria ver opositores reunidos em um estádio do que nas ruas.

A rivalidade manteve-se mesmo no longo período de carência de títulos do Barcelona, que durou em torno de trinta anos, entre os inícios das décadas de 1960 e de 1990 e aumentou sua expressão internacional quando o clube catalão voltou a conseguir uma sequência regular de títulos, nos anos 1990. A rivalidade entre Real x Barça é considerada uma das maiores do mundo.

Dentre os diversos jogadores que jogaram nas duas equipes, os que mais fizeram sucesso em ambas foram Ricard Zamora, Josep Samitier, Evaristo de Macedo, Bernd Schuster, Michael Laudrup, Luis Enrique, Luís Figo e Ronaldo. Um dos maiores ídolos recentes do Barça, o camaronês Samuel Eto'o, veio ao Camp Nou contratatado do arquirrival, onde não recebera oportunidades e era costumamente repassado por empréstimo a outras equipes. O último a fazer a troca entre as equipes principais dos dois clubes foi o argentino Javier Saviola.

Futebol Profissional

Desde que o clube foi fundado o futebol permanece o principal esporte do Barcelona, é a actividade que representa mais de 75% do clube.
A primeira equipe de futebol joga na Primeira Divisão da Espanha, e é um dos três clubes que competiram nesta categoria desde a primeira edição da La Liga em 1929. Os outros dois clubes que possuem esta honra é o Athletic Bilbao e o Real Madrid. O Barcelona venceu o campeonato da liga em um total de 20 ocasiões, a mais recente na temporada 2009-10.

Na temporada 2007/2008, a equipe terminou em terceiro lugar na Liga, o que lhe permitiu jogar na próxima temporada na Liga dos Campeões da UEFA. O Barcelona conseguiu conquistar este troféu em três ocasiões, nos anos 1992, 2006 e 2009. O Barcelona é o único clube espanhol para obter os três: Liga, Taça e Taça da Europa no mesmo ano.

O Barcelona detém o recorde de ser a única equipe de futebol que tem jogado continuamente na competição continental desde a sua criação em 1955. É também a equipe com mais títulos na extinta Recopa da Europa (4 títulos) e que tem mais vitórias no campeonato espanhol, em suas diversas denominações (25 títulos).

O clube tem uma piscina grande para os jogadores, a partir da categoria de pequenos peixes. A filial da primeira equipe de futebol é o Barcelona Atlètic, que milita na Segunda Divisão B da Espanha, e também é conhecido como Barcelona B.

Barcelona desde 1966 organiza anualmente um torneio amigável futebol, o Troféu Joan Gamper, que normalmente ocorre em agosto.



Jogadores

Mais de 1.000 jogadores têm vestido a camisa primeira equipe do Barcelona durante seus 111 anos de história.

Os jogadores de origem estrangeira (embora alguns, espanhol) sempre tiveram grande peso na história do clube e marcou o mais brilhante de todas as idades catalão. Fundado por um grupo de estrangeiros regularizados em Barcelona, a equipe foi composta inicialmente de jogadores principalmente Inglês origem, suíço e alemão. A maioria dos historiadores acreditam que o húngaro Ladislao Kubala foi na década de 1950, a primeira grande figura de estatura internacional que fizeram campanha em todos Barcelona. Mas foi a partir dos anos 1970, quando os espanhóis futebol regularizada participação de jogadores estrangeiros, quando o clube começou a perfurar um grande números internacionais. Barcelona tem, desde então, com vários jogadores, clube militar no Barça ter ganho o mais prestigiado troféu individual do futebol mundial.

Cinco jogadores do clube foram concedidos o prémio da FIFA World Player de crédito como os melhores futebolistas do mundo (Romario, Ronaldo, Messi, Rivaldo e Ronaldinho), e cinco foram concedidos a Golden Ball como o melhor crédito para os jogadores futebol europeu (Luis Suárez, Johan Cruyff, Hristo Stoichkov, Rivaldo e Ronaldinho). Além disso, Barcelona tem existido grandes jogadores possuem outras distinções internacionais: Allan Simonsen, Hans Krankl, Diego Maradona, Gary Lineker, Michael Laudrup, Luis Figo e Samuel Eto'o são alguns exemplos.

Barcelona tem sido historicamente próximas do Real Madrid, o clube tem os melhores atletas de Espanha e um dos grupos que mais contribuíram para alimentar a Seleção de futebol na Espanha. Jogador F. C. Barcelona tem jogado mais jogos com a seleção é o goleiro Andoni Zubizarreta, com 126 partes, é também o jogador espanhol que tem participado em várias partes da seleção. Luis Enrique e Nadal são 62 jogos cada, os outros dois jogadores na equipa que jogou com mais internacional cercado.

Os jogadores que tenham jogado mais jogos oficiais no F. C. Barcelona são Migueli (548), Carles Rexach (452) e Xavi Hernández (445). Aqueles que tenham obtido diplomas são Guillermo Amor (17), José Ramón Alexanko (17) e Josep Guardiola (16). E os jogadores que marcaram os mais objetivos em competições oficiais são Cesar Rodriguez (235), Ladislao Kubala (196) e Rivaldo (130).



Elenco atual


Goleiros: (1) Víctor Valdés, (13) Pinto
Defensores: Zagueiros – (3) Gerard Piqué, (5) Carles Puyol (C), (18) Gabriel Milito; 
Lateral Direito: (2) Daniel Alves; 
Lateral Esquerdo (19) Maxwell, (21) Adriano, (22) Éric Abidal
Meio-Campistas: Volantes (14) Javier Mascherano, (15) Seydou Keita, (16) Sergio Busquets; Meias – (6)Xavi Hernández, (8) Andrés Iniesta, (11) Jéffren Suárez
Atacantes: (7) David Villa, (8) Boján Krkic, (10) Lionel Messi, (17) Pedro Rodríguez
Técnico: Josep Guardiola

Comissão técnica: 
Assistente técnico – Tito Vilanova
               Preparador de goleiros – Juan Carlos Unzué
               Preparador físico - Lorenzo Buenaventura
               Diretor – Txiki Begiristain
               Diretor Acadêmico – José Ramón Alexanko
               Treinador da Equipe B – Luis Enrique

Administração: 
Presidente Sandro Rosell 
                 Vice-Presidente – Alfons Godall
                     Vice-Presidente da média – Jaume Ferrer
                     Vice-Presidente de negócios – Joan Boix
                     Vice-Presidente da administração – Joan Franquesa
                 Vice-Presidente dos esportes – Rafael Yuste
                     Secretário – Jorge Cubells

Títulos

Mundiais

Copa do Mundo de Clubes da FIFA: 1
(2009)

Continentais

Liga dos Campeões da UEFA: 3
(1991-92, 2005-06 e 2008-09)

Taça das Cidades com Feiras: 3
(1957-58, 1958-60 e 1965-66)

Recopa Europeia: 4
(1978-79, 1981-82, 1988-89 e 1996-97)

Supercopa Europeia: 3
(1992, 1997 e 2009)

Nacionais

Campeonato Espanhol: 20
(1928-29, 1944-45, 1947-48, 1948-49, 1951-52, 1952-53, 1958-59, 1959-60, 1973-74, 1984-85, 1990-91, 1991-92, 1992-93, 1993-94, 1997-98, 1998-99, 2004-05, 2005-06, 2008-09, 2009-10)

Copa do Rei da Espanha: 25
(1909-10, 1911-12, 1912-13, 1919-20, 1921-22, 1924-24, 1925-26, 1927-28, 1941-42, 1950-51, 1951-52, 1952-53, 1956-57, 1958-59, 1962-63, 1967-68, 1970-71, 1977-78, 1980-81, 1982-83, 1987-88, 1989-90, 1996-97, 1997-98 e 2008-09)

Supercopa da Espanha: 9
(1983, 1991, 1992, 1994, 1996, 2005, 2006, 2009 e 2010)
  • Copa Eva Duarte: 4
(1945, 1948, 1952 e 1953)
Copa da Liga Espanhola: 2
(1982-83 e 1985-86)

Regionais

  • Campeonato Catalão: 20
(1902, 1905, 1909, 1910, 1911, 1913, 1916, 1919, 1920, 1921, 1922, 1924, 1925, 1926, 1927, 1928, 1930, 1931, 1932, 1935, 1936, 1938)
  • Copa da Catalunha: 6
(1990, 1992, 1999, 2003, 2004 e 2006)

Outros

Mundial Interclubes 1
(1957)

Copa Latina: 2
(1949 e 1952)

Copa dos Pirineus: 4
(1910, 1911, 1912 e 1913)

Amistosos

Troféu Teresa Herrera: 5
(1948, 1951, 1972, 1990 e 1993)

Troféu Joan Gamper: 33
(1966, 1967, 1968, 1969, 1971, 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983, 1984, 1985, 1986, 1988, 1990, 1991, 1992, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2006, 2007, 2008 e 2010)

Torneio da Costa do Sol: 1
(1977)

Troféu Ramón de Carranza: 3
(1961, 1962 e 2005)

Troféu Cidade de Valladolid: 1
(1990)

Troféu Cidade de Barcelona: 1
(1989)

Troféu Cidade de Zaragoza: 1
(1985)

Troféu Ibérico: 1
(1977)

Troféu Festa de Elche: 3
(1970 ,1989, 2003)

Torneio de Amsterdã: 1
(2000)

Copa Martini&Rossi: 6
(1948, 1949, 1950, 1952, 1952* e 1953)

*O Barcelona conquistou as duas edições disputadas no ano