Twitter: @Guti_Alves
Os últimos românticos do futebol
Estava eu aqui pensando numa coisa pra escrever sobre o futebol em si, nada melhor do que escrever sobre o "romantismo" desse esporte que pode parar uma guerra. Sobre o jogador que durante os 90 minutos de uma partida faz valer cada centavo de ingresso de cada torcedor ali presente. Um jogador diferente de todos os outros 21 em campo, que faz do futebol um espetáculo, um circo.
Digo que está mais difícil de encontrar esse jogador porque vejo várias partidas e o que vejo é 22 trouxas correndo atrás de um objeto redondo, tentando de todo jeito colocar esse objeto debaixo debaixo de três barras de aço branco. Antes, nos anos 50, 60, 70, você podia ver em cada campo de futebol, um tal jogador "romântico", um camisa 10 (ou não) que resolvia. Não vi Garrincha, nem Pelé, nem Maradona jogar, mas além deles muitos outros jogadores faziam por merecer vários aplausos. A torcida era como uma plateia vendo um filme maravilhoso no cinema, assistiam boquiabertos os malabarismos desses atletas. E hoje converso com essa plateia mais velha e todos eles dizem a mesma coisa: está escasso, não se vê mais esses jogadores em todo lugar.
Aí você olha pro futebol atual e pergunta: quem são os últimos românticos desse esporte? Você pode olhar para o camisa 10 do melhor time do mundo. Sim, Messi faz do futebol um circo, e ele é o mágico. Simplesmente um show em campo. Hoje o que ele faz é o que Garrincha, Pelé e Maradona faziam, o romantismo futebolístico, que é dominar a bola no peito no meio do campo numa tranquilidade tremenda diante de 3 zagueiros brutamontes, ou fazer do goleiro um palhaço.
Mas e depois desse reinado? A pergunta fica. Enquanto isso podemos curtir as atuações desse talvez último grande jogador da história. Depois dele, talvez apenas o próximo camisa 10 (ou não) do melhor time do mundo. Porque quando eu tiver cabelo branco vou falar para a próxima plateia: está escasso, não se vê mais esses jogadores em todo lugar.
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