quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Do leitor.

Por: Fabielle Costa

Dona do blog e leitora, tomei a iniciativa de escrever o primeiro texto para interagir com vocês. Espero que gostem:


Algo em comum



Compartilhamos um sentimento que nos faz sentir donos do mundo, verdadeiros gigantes e vitoriosos, mas também pequenos mortais, feitos de carne e osso, derrotados por seus próprios passos e obstáculos dos outros. Este mesmo sentimento nos faz cair no mais profundo abismo e subir ao ponto mais alto do céu em questão de segundos ou minutos. Dias ou anos. Tudo depende da situação.

Nos momentos de tristeza choramos juntos, sofremos e brigamos. Perdemos a razão e qualquer coisa que tentamos fazer não leva a angústia embora – ela permanece nos nossos ossos como se quisesse transformá-los em apenas pó. As lágrimas não são úteis, pois não fazem o passado mudar e muito menos o futuro; servem apenas para ser um desabafo e um misto de dor e raiva.

Olhamos para o relógio e transformamos segundos em minutos, minutos em horas, horas em dias. O tempo demora para passar, mas passa. Retomamos as nossas vidas normalmente e seguimos em frente, já que é o mais correto a se fazer.

Nos momentos de alegria um sorriso não pode descrever ou resumir o que sentimos. Dessa vez as nossas lágrimas não carregam o peso da decepção, há nelas apenas felicidade e o peso do quanto torcemos para chegar no lugar que todos desejavam: chegamos finalmente no ponto mais alto do céu. Olhamos para trás e percebemos que a nossa felicidade, comparada a nossa tristeza, é simplesmente algo incomparável.

Alguns nos chamam de loucos, mas eu digo que somos apenas apaixonados por futebol. Nas vitórias e derrotas do nosso time conseguimos enxergar o contraste de todas as situações. Em um minuto estamos ganhando, em outro empatando e depois perdendo. De gigantes a pequenos mortais. Como explicar tal sentimento que nos leva à loucura na felicidade e tristeza? Provavelmente não há explicação, assim como não conseguimos explicar o nosso amor pelo Barcelona. A verdade é que não escolhemos quem ou o quê amamos, o amor apenas surge.


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